terça-feira, 13 de abril de 2010

A arbitragem de lá e a de cá

Falar sobre arbitragem é sempre uma coisa bastante delicada, mas uma coisa tem que ser clara, árbitro é a representação da lei em uma partida de futebol e ponto final.

Bom, existe uma coisa que faz essa lei, volta e meia, ser quebrada, que é a famosa interpretação. Isso é o que acaba fazendo a diferença para certos árbitros. Existe aquele que deixa o jogo mais corrido, que não marca qualquer falta e que é menos rigoroso com certas entradas, esse é o estilo mais europeu de arbitrar. Tem também aquele mais truncado, preso, que marca faltinhas bobas e que volta e meia é criticado por expulsões injustas ou até mesmo erro de interpretação na marcação de penalidades, essa é mais a arbitragem Brasileira e fora o detalhe de parar muito o jogo, ela também parece um pouco com a arbitragem em todo continente sul-americano.

Neste fim de semana eu tive um bom parâmetro de comparação das arbitragens, já que os dois times que torço, Vasco da Gama aqui no Brasil e Tottenham Hotspur, na Inglaterra, sofreram intervenções da arbitragem e ambos foram eliminados da semi final do campeonato carioca e da copa da Inglaterra, respectivamente.

No primeiro caso, Jorge Rabello, árbitro de Flamengo 2 x 1 Vasco, não deu um toque nítido de mão dentro da área do time rubro negro, deixando de marcar um pênalti que poderia empatar a partida, além disso deu um pênalti no mínimo duvidoso para o “urubu” , esse que convertido por Vagner Amor deu a vitória para o mengo.

No outro lado do oceano, o Tottenham perdeu para o Portsmouth por 2 x 0 e acabou com a chance de enfrentar o Chelsea na final da copa da Inglaterra. Os Spurs pressionaram o adversário o tempo todo, mas na prorrogação o pompey conseguiu marcar um gol chorado. Detalhe que logo após o gol do pompey o Tottenham empatou com um gol de cabeça de Peter Crouch, mas que o Sr Alan Willey anulou sem explicação, ninguém sequer sabia onde, como ou de onde ele tirou alguma falta no lance, foi inexplicável, sem contar que ele se recusou a expulsar um jogador do Portsmouth que já tinha cartão amarelo e fez falta dura em Palacios, e para piorar, no fim da prorrogação ele achou um pênalti que nem mesmo o jogador do Portsmouth entendeu.

Verdade é que tanto lá quanto cá, tanto antigamente quanto atualmente, apenas poucos árbitros se destacam positivamente. Aqui um dos que se destacaram era o famoso gaucho Carlos Eugênio Simon, que representou o país em duas copas e que agora irá para sua terceira, mesmo não estando vivendo sua melhor fase, talvez só esteja lá pelo seu histórico, já que nunca comprometeu em jogos do campeonato mundial de seleções. Na América do sul podemos destacar o Colombiano Oscar Ruiz, que já foi o melhor árbitro do mundo, o Argentino Hector Baldassi, conhecidamente pelos meus amigos como “she”, este sempre está apitando uma final de libertadores, sul americana e não compromete. E também o Uruguaio Jorge Larrionda, que hoje é um dos melhores do mundo. Lá, temos o Inglês Howard Webb, tem bastante físico e está sempre em cima do lance, tem também p italiano Roberto Rossetti, que manda e desmanda no apito da Itália após Pierluigi Colina ter se aposentado. Atualmente o quem é considerado o melhor do mundo é o suíço Massimo Bussaca, precisso, o árbitro que realmente aplica a regra e que dificilmente erra.

Concluindo. Arbitragem é tudo igual, o que difere é o estilo de cada juiz, ele pode deixar o jogo correr, como na Europa e pode ser mais preso, como no Brasil, mas uma coisa é certa, erro bobo e infantil, você encontrará sempre e em qualquer lugar !

Por: Thiago Nunes

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